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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Teste Físico PMPE

PMPE 2016

Abdominais:

8.1.4. ABDOMINAL COM PERNAS FLEXIONADAS Deverá ser realizado o número mínimo exigido de repetições no tempo de 60 (sessenta) segundos. Partindo da posição de decúbito dorsal, as pernas devem estar flexionadas com os joelhos em um ângulo de aproximadamente 45º, os antebraços cruzados sobre a face anterior do tórax e as palmas das mãos ficam sobre a face anterior dos ombros com o dedo médio e o indicador tocando a clavícula. Os pés ficam colocados um ao lado do outro sobre a área de teste com a abertura próxima à dos ombros. Os pés serão seguros por outra pessoa da comissão de avaliação para mantê-los em contato com a área de teste, com as plantas dos pés voltadas para baixo e as mãos devem permanecer em contato com os ombros durante toda a execução. A partir da posição inicial, acima descrita, realiza-se um movimento de contração da musculatura abdominal, elevando o tronco ao mesmo tempo em que se elevam os braços até o nível em que ocorra o contato dos cotovelos com a área compreendida entre a metade da coxa até os joelhos e depois retorna à posição inicial, até que toque a área de teste pelo menos com a metade superior das escápulas (parte superior das costas). Durante a realização do exercício o executante deverá fixar o olhar a frente e evitar tensão no pescoço, mantendo-o o mais relaxado possível. O exercício será realizado em um local confortável, como colchonete, tatame, gramado ou outros.


Barra fixa

8.1.2. FLEXÃO DE BRAÇOS NA BARRA FIXA PARA O SEXO MASCULINO Esta prova não terá limite de tempo, devendo ser realizada a quantidade de repetições mínimas exigidas, conforme estabelecido na tabela do item 7.17.1. A barra deverá ter, aproximadamente, 02 (duas) polegadas de diâmetro. A partir da posição inicial, dependurado na barra, com os braços estendidos, o executante deverá realizar a flexão ultrapassando a linha do queixo, na posição normal (olhando para frente), acima da linha superior da barra, retornando à posição anterior. As mãos deverão estar em pronação (polegares apontando para dentro). Durante a execução, deve-se manter o corpo retesado, como se houvesse uma linha reta partindo do calcanhar até o ombro, não sendo permitido balanceio, flexão dos joelhos nem cruzamento das pernas.

8.1.2.1 SUSPENSÃO EM FLEXÃO NA BARRA FIXA PARA O SEXO FEMININO A partir da posição inicial, dependurada na barra, a candidata realizará uma flexão ultrapassando a linha do queixo acima da linha superior da barra. Nesta posição deverá permanecer o tempo mínimo exigido, após o que deverá retornar à posição inicial, para só depois retirar-se da barra. A cabeça deverá ficar na posição normal (olhando para a frente). A posição das mãos poderá ser em pronação. Para a realização da flexão inicial a candidata poderá solicitar o auxílio do avaliador. Só a partir da tomada de posição acima da linha superior da barra é que será acionado o cronômetro. Durante a execução, deve-se manter o corpo retesado, como se houvesse uma linha reta partindo do calcanhar até o ombro, não sendo permitidos balanceio, flexão dos joelhos ou cruzamento das pernas


Testes completo físico
8.1.3. SALTO EM DISTÂNCIA Para esta prova, poderá ser utilizada qualquer técnica ou estilo, devendo a impulsão ser realizada com apenas uma das pernas. Será realizado com partida livre, devendo o candidato, saltar e atingir a distância mínima prevista. O candidato realizará uma corrida de aproximação e tão logo atinja a marca de salto, deverá executá-lo, sem ultrapassar esta marca, caindo no espaço previsto para queda (caixa de salto). A distância será aferida da marca de salto até a parte do corpo mais próxima do ponto de impulsão que tocar a área de teste, no momento da queda. Cada executante poderá realizar esta prova em três tentativas, devendo ser registrado o salto válido com maior índice. Caso não conclua a prova ou não atinja a distância mínima exigida, o candidato será eliminado.

https://www.youtube.com/watch?v=GJi4N2gswWk



segunda-feira, 16 de maio de 2016

Revolução Praieira 1848 a 1850

Resumo

Introdução

A Revolução Praieira foi uma revolta de caráter liberal e federalista ocorrida na província de Pernambuco entre os anos de 1848 e 1850. Dentre as várias revoltas ocorridas durante o Brasil Império, esta foi a última. Ganhou o nome de praieira, pois a sede do jornal comandado pelos liberais revoltosos (chamados de praieiros) localizava-se na rua da Praia.

Contexto e causas da revolta

Em 1848 o Senado brasileiro era dominado por senadores do Partido Conservador. Os senadores conservadores vetaram a indicação, para uma cadeira do Senado, do liberal pernambucano Antônio Chinchorro da Gama. Este veto provocou uma revolta em determinado grupo de políticos liberais de Pernambuco. Os pernambucanos também estavam insatisfeitos com a falta de autonomia política das províncias e concentração de poder nas mãos da monarquia.

Revolta e reivindicações

Os políticos liberais revoltosos ganharam o apoio de várias camadas da população, principalmente dos mais pobres, que viviam oprimidos e sofriam com as péssimas condições sociais. Os praieiros chegaram a tomar a cidade de Olinda.

Em 1 de janeiro de 1849, divulgam o Manifesto ao Mundo. Neste documento, os praieiros reivindicavam: 

- Independência dos poderes e fim do poder Moderador (exclusivo do monarca);

- Voto livre e Universal;

- Nacionalização do comércio de varejo;

- Liberdade de imprensa;

- Reforma do Poder Judiciário;


- Fim da lei do juro convencional;

- Fim do sistema de recrutamento militar como existia naquela época.

Fim da Revolta e consequências

A rebelião foi derrotada pelas forças oficiais no começo de 1850. Muitos revoltosos foram mortos durante os combates com as forças oficiais. Os líderes e demais participantes foram presos e julgados, embora tenham sido anistiados no ano seguinte. 


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A Revolução Praieira, ocorrida na província de Pernambuco de 1848 a 1850, foi um movimento separatista, misturado com disputas partidárias pelo poder e com a revolta popular contra as más condições de vida. O Brasil vivia o início do Segundo Reinado (o governo de dom Pedro II), depois do fim do período da Regência, e a Revolução Praieira recebeu influência das revoluções liberais que ocorreram em vários países da Europa em 1848. (O famoso Manifesto comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, foi redigido nesse ano.) Foi um período que ficou conhecido no Ocidente como “Primavera dos Povos”.

Insatisfação em Pernambuco

A monarquia brasileira era duramente contestada pelas novas ideias liberais da época. Era muito grande a insatisfação com o governo imperial, pois todas as decisões tomadas no período regencial (de 1831 a 1840) tinham que ser submetidas ao imperador. Os brasileiros reivindicavam maior força frente aos comerciantes portugueses (que ainda dominavam a economia local) e a população pobre lutava por melhores condições de vida.
As lutas internas entre os partidos e os grupos políticos da época que disputavam o poder culminaram numa série de revoltas provinciais, e a última delas foi a Revolução Praieira, cujo nome homenageava o Partido da Praia, fundado pelos revolucionários.
Pernambuco era a província mais importante do Nordeste, graças aos engenhos de açúcar, todos propriedade de famílias poderosas e influentes na política brasileira. A família Cavalcanti, por exemplo, era dona de um terço dos engenhos. Uma frase da época simboliza bem a situação: “Quem não é Cavalcanti é cavalgado”.
O restante da população mostrava-se insatisfeito com essa concentração fundiária e com o poder político na mão de tão poucos. O comércio local era dominado por portugueses, o que também causava revolta entre os comerciantes brasileiros.
Dada essa situação de desgaste, o Partido da Praia foi criado para opor-se ao Partido Liberal e ao Partido Conservador, ambos dominados por duas famílias poderosas que viviam fazendo acordos políticos entre si. Devido a esses acordos, muitas vezes era difícil distinguir o Liberal do Conservador, como muitas vezes aconteceu na política brasileira.

Reivindicações

O Partido da Praia pregava a revolta porque o presidente da província, do Partido Conservador, distribuía os melhores cargos administrativos aos membros de seu partido e a uma pequena cúpula do Partido Liberal, deixando os demais de fora. Os contratos para realizar obras públicas também eram manipulados.
A Inglaterra, grande potência mundial da época, pressionava o Brasil a extinguir o tráfico de escravos, pois desejava expandir seus mercados e o escravagismo era um entrave ao avanço capitalista e industrial. O efeito dessa constante pressão inglesa gerou o aumento do preço do escravo e a sua escassez, dificultando a vida de muitos que dependiam dessa mão de obra. Porém as poderosas famílias dos partidos Liberal e Conservador não foram atingidas, pois compravam os negros por contrabando e a preços melhores. Já os proprietários rurais de menor posse pagavam preços exorbitantes. Tal situação também foi denunciada pelos rebeldes da Revolução Praieira, que mesmo sendo liberais, não defendiam a abolição.
Havia dois jornais: o Diário de Pernambuco (dos conservadores, também chamados de “gabirus”, uma espécie de rato, por serem acusados de ladrões pelos praieiros) e oDiário Novo (dos rebeldes praieiros). Todas as denúncias eram divulgadas na imprensa, mas quando as divergências tornaram-se mais violentas a guerra começou.

O conflito

Em 1844, o Partido da Praia cresceu mais, até chegar ao poder. Uma vez no governo local, seus líderes agiram como os antigos conservadores: demitiram todos os funcionários e nomearam seus aliados, gerando um verdadeiro caos administrativo.
Como os gastos na administração pública eram muito altos, o presidente da província de Pernambuco aumentou os impostos para arrecadar mais verbas, gerando a alta no preço dos alimentos. A situação gerou insatisfação nas camadas populares, que depredaram os estabelecimentos comerciais, que pertenciam a portugueses.
A luta entre gabirus e praieiros acirrou-se em 1847, quando os praieiros venceram as eleições para o Senado. No ano seguinte, o governo foi assumido por um presidente (como se chamava o cargo de governador na época) de ideias moderadas. Com isso, os praieiros foram afastados da administração, causando a revolta. As demissões dos praieiros os levaram a atacar Recife, dando início à luta armada. A rebelião se iniciou em Olinda, em 7 de novembro de 1848; nesse dia, os líderes praieiros lançaram o “Manifesto ao Mundo”.

Cerca de 1.500 combatentes praieiros lutaram contra as tropas do governo imperial, que interveio e pôs fim ao conflito. Mais de quinhentos revolucionários foram mortos, trezentos acabaram presos (vários foram anistiados posteriormente) e outros fugiram para o exterior. Assim terminou a última das grandes revoltas regionais brasileiras do tempo do Império.



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No começo do Segundo Reinado, a ascensão dos liberais que apoiaram a chegada de Dom Pedro II ao poder foi logo interceptada após os escândalos políticos da época. As “eleições do cacete” tomaram os noticiários da época com a denúncia das fraudes e agressões físicas que garantiriam a vitória da ala liberal. Em resposta, alguns levantes liberais em Minas e São Paulo foram preparados em repúdio às ações políticas centralizadoras do imperador.
Nesses dois estados os levantes não tiveram bastante expressão, sendo logo contidos pelas forças militares nacionais. Entretanto, o estado de Pernambuco foi palco de uma ação liberal de maior impacto que tomou feições de caráter revolucionário. Ao longo da década de 1840, setores mais radicais do partido liberal recifense manifestaram seus idéias através do jornal Diário Novo, localizado na Rua da Praia. Em pouco tempo, esses agitadores políticos ficaram conhecidos como “praieiros”.
Entre as principais medidas defendidas por esses liberais estavam a liberdade de imprensa, a extinção do poder moderador, o fim do monopólio comercial dos portugueses, mudanças sócio-econômicas e a instituição do voto universal. Mesmo não tendo caráter essencialmente socialista, esse grupo político era claramente influenciado por socialistas utópicos do século XIX, como Pierre–Joseph Proudhon, Robert Owen e Charles Fourier.
Em 1847, o movimento passou a ganhar força com a nomeação de um presidente de província conservador mineiro para conter a ação dos liberais pernambucanos. Revoltados com essa ação autoritária do poder imperial, os praieiros pegaram em armas e tomaram conta da cidade de Olinda. A essa altura, um conflito civil contando com o apoio de grandes proprietários, profissionais liberais, artesãos e populares tomou conta do estado.
Em fevereiro de 1849, os rebelados tomaram a cidade de Recife e entraram em novo confronto com as forças imperiais. Nesse período, o insurgente Pedro Ivo surgiu como um dos maiores líderes dos populares. Entretanto, a falta de apoio de outras províncias acabou desarticulando o movimento pernambucano. No ano de 1851, o governo imperial deu fim aos levantes que contabilizaram cerca de oitocentas baixas.



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No início do século XIX, Pernambuco era a mais importante província do nordeste. Seus políticos tinham muita influência no Rio de Janeiro, graças ao açúcar.
Naquela época, a sociedade pernambucana era dominada pela família Cavalcanti, que mandava e desmandava segundo seus interesses. Além disso, a monopolização do comércio pelos portugueses começou a gerar insatisfação das camadas populares em Pernambuco.
Assim como em outras partes do Brasil, em Pernambuco existiam dois partidos: liberal (dominado pelos Cavalcanti) e conservador (dominado pelos Rego Barros).
Essas duas famílias faziam acordos políticos com muita facilidade. Assim, Francisco de Paula Cavalcanti tornou-se presidente da província em 1837, através de um acordo com os Rego Barros e, em 1840, foi a vez de Francisco Rego Barros (barão de Boa Vista) assumir a presidência.
Em 1842, alguns integrantes do Partido Liberal se rebelaram e fundaram o Partido Nacional de Pernambuco (Partido da Praia), eles acusavam Rego Barros de distribuir os melhores cargos aos Cavalcanti e seus aliados mais próximos.

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Fontes:

http://escola.britannica.com.br/article/483513/Praieira,%20Revolução
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolucao-praieira.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução_Praieira
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolucao_praieira.htm
http://www.infoescola.com/historia/revolucao-praieira/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobrasil/revolucao-praieira.htm

sábado, 14 de maio de 2016

Direito Constitucional - Da Nacionalidade Com questões de concursos.

Direito Constitucional - Da Nacionalidade

A nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um certo e determinado Estado, fazendo deste indivíduo um componente do povo, da dimensão pessoal deste Estado, capacitando-o ao cumprimento de deveres impostos (Alexandre de Moraes).

 Formas de Nacionalidade

Nacionalidade Originária / Primária / Involuntária – Utiliza dois critérios, o primeiro se funda no principio de que será nacional todo aquele que for filho de nacionais (jus sanguinis). O segundo determina serem nacionais todos aqueles nascidos em seu território (jus soli) Nacionalidade Adquirida / Secundária / Voluntária – Utiliza o ato de vontade.

Obtendo a Nacionalidade brasileira

Nacionalidade Originária (Brasileiro Nato)

Critério “jus loci” – é brasileiro nato todo aquele que nasce na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que nenhum deles esteja a serviço de seu país. (Art. 12, I, “a”, CF) Critério “jus sanguinis” – é brasileiro nato o filho de brasileiros que nascer no estrangeiro estando qualquer um dos pais a serviço da República Federativa do Brasil. (Art. 12, I, “b”, CF) Art. 12, I, “c”, CF – os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira

Nacionalidade Adquirida (Brasileiro Naturalizado)

O naturalizado é aquele que adquire a nacionalidade brasileira de forma secundária, ou seja, não pela ocorrência de um fato natural, mas por um ato voluntário.

Art. 12, II – naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral (Naturalização Ordinária); b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

 (Naturalização Extraordinária)

Naturalização Ordinária – A concessão ou não dessa naturalização é um poder discricionário do Executivo Federal, o requerente não tem direito subjetivo a essa naturalização.

Naturalização Extraordinária – O Executivo Federal não pode agora com discricionariedade aqui. Preenchidos os requisitos exigidos será concedida a naturalização, ou seja, o requerente possui direito subjetivo. Os requisitos são: Residência fixa no país há mais de 15 anos; Ausência de condenação penal; Capacidade civil. Essa naturalização é disciplinada pelo Estatuto dos Estrangeiros (Lei n.º. 6.815/80) e estabelece requisitos próprios:

capacidade civil; o requerente deve ter visto permanente;
deve estar residindo no Brasil por quatros anos contínuos;
deve ler e escrever em português;
deve ter boa conduta, boa saúde e bom procedimento;
deve exercer profissão ou possuir bens que garantam a sua subsistência e a da sua família; inexistência de denúncia, pronúncia ou condenação no Brasil ou mesmo no exterior por crime doloso a que seja prevista pena mínima de um ano de prisão

. A Lei n.º. 6.964/81 incluiu mais duas hipóteses de naturalização extraordinária:

1. estrangeiro admitido no Brasil até a idade de 5(cinco) anos, radicado definitivamente no território nacional, desde que requeira a naturalização até 2 (dois) anos após atingir a maioridade;

2. estrangeiro que tenha vindo residir no Brasilantes de atingida a maioridade e haja feito curso superior em estabelecimento nacional de ensino, se requerida a naturalização até 1 (um) ano depois da formatura.

 Igualdade entre Nato e Naturalizado § 2º – A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição (Ver § 3º).

§ 3º – São privativos de brasileiro nato os cargos:

1. de Presidente e Vice-Presidente da República;
 2. de Presidente da Câmara dos Deputados;
3. de Presidente do Senado Federal;
 4. de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
5. da carreira diplomática;
 6. de oficial das Forças Armadas.
7. de Ministro de Estado da Defesa

CESPE/2011 – Um brasileiro naturalizado pode exercer o cargo de coronel da polícia militar de um estado-membro.

Perda da Nacionalidade

§ 4º – Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:

I – tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional (Expulsão);

II – adquirir outra nacionalidade, salvo no casos:

a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira;
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis;

Alguns conceitos

Extradição – é a entrega de um país ao outro de indivíduo que lá deva responder a processo criminal e cumpri pena. Pode incidir sobre estrangeiros e brasileiros naturalizados, mas não há extradição de brasileiro nato.

Banimento – envio compulsório de um nacional para o estrangeiro, com a imposição de lá permanecer durante prazo determinado ou indeterminado.

Conhecido como exílio, essa opção é vedada no Brasil está expressamente determinado sua proibição no artigo 5º, XLVII da Constituição Federal de 1988.

Expulsão – é realizada quando um estrangeiro for condenado criminalmente no Brasil ou praticar atos nocivos aos interesses nacionais.

Deportação – é meramente documental e ocorre quando um estrangeiro ingressa e permanece, de forma ilegal, no território brasileiro. O estrangeiro poderá retornar ao nosso país quando regularizada sua situação e paga suas despesas de deportação.

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Questões de Concursos
1. CESPE/2011 – O brasileiro nato não poderá ser extraditado para outro país em nenhuma hipótese.

2. CESPE/2012 – O brasileiro nato nunca poderá ser extraditado, mas poderá vir a perder a nacionalidade.

3. CESPE/2011 – Um brasileiro naturalizado pode se eleger deputado federal, mas não pode ocupar o cargo de presidente da Câmara dos Deputados.

4. Considere que Andréa, nascida na França e naturalizada brasileira há cinco anos, é uma advogada de 37 anos, que há doze anos exerce essa profissão no Brasil. Nesse caso, Andréa pode ser nomeada juíza de um tribunal regional do trabalho (TRT), mas não pode ser nomeada ministra do TST.

5. São brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

6. Cargos relativos à carreira diplomática e ao oficialato das Forças Armadas são privativos de brasileiros natos.

7. Um cargo de tenente do Exército apenas poderá ser exercido por brasileiro nato.

8. Se um embaixador de país estrangeiro, em exercício no Brasil, e sua esposa, também estrangeira, tiverem um filho nascido em território brasileiro, esse filho será considerado brasileiro nato.

9. O ato de aquisição de outra nacionalidade não acarreta a perda da nacionalidade do brasileiro nato ou naturalizado, residente em estado estrangeiro, quando a norma estrangeira, por motivos profissionais ou para o exercício de direitos civis, impor a sua naturalização como condição para a permanência naquele país.



Fontes: http://www.diegomacedo.com.br/direito-constitucional-da-nacionalidade/?print=pdf

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Gabarito: 1)V 2)V 3)V 4)F 5)V 6)V 7)V 8)F 9)V

Confederação do Equador


Origem do nome: O que foi

A Confederação do Equador foi um movimento político e revolucionário ocorrido na região Nordeste do Brasil em 1824. O movimento teve caráter emancipacionista e republicano. Ganhou este nome, pois o centro do movimento ficava próximo a Linha do Equador. A revolta teve seu início na província de Pernambuco, porém, espalhou-se rapidamente por outras províncias da região (Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba).

Objetivos da revolta

- Convocação de uma nova Assembleia Constituinte para elaboração de uma nova Constituição de caráter liberal;

- Diminuir a influência do governo federal nos assuntos políticos regionais;

- Acabar com o tráfico de escravos para o Brasil;

- Organizar forças de resistências populares contra a repressão do governo central imperial;

- Formação de um governo independente na região.

O absolutismo de D. Pedro I trouxe grande insatisfação à população e isso gerou protestos em Pernambuco, Paraíba e Ceará.
Os jornais “Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco” de Cipriano Barata e o “Tífis Pernambuco” de Frei Caneca (ambos liberais) ajudaram ainda mais a preparar o espírito das pessoas para a revolução.
Cipriano Barata era natural da Bahia e tornou-se notável pela sua atividade jornalística defendendo os valores liberais da época. Dedicou a sua vida à luta revolucionária e esteve ligado às camadas mais populares e por essa razão, foi preso várias vezes.
Frei Caneca era um dos discípulos de Cipriano e principal líder da Confederação do Equador contra D. Pedro.

Frei Caneca, preso
Em 1823, as idéias republicanas dominavam o nordeste e se acentuaram em face das ameaças do Imperador que, com a Constituição outorgada em 1824, impôs ao país um estado unitário. Pernambuco não aceitou essa Constituição e em 2 de julho de 1824, seu presidente Manuel de Carvalho Pais de Andrade proclamou a Confederação do Equador (movimento republicano e separatista que uniu Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte). No início a Constituição adotada foi a Colombiana. O objetivo era formar um novo estado completamente separado do Império, cujas bases eram um governo representativo e republicano, garantindo a autonomia das províncias confederadas.
Porém, a repressão ao movimento estava sendo preparada no Rio de Janeiro. Várias tropas foram enviadas para o Nordeste sob o comando do brigadeiro Francisco de Lima e Silva (forças terrestres) e de Lord Cochrane (forças navais).
Em setembro de 1824, as forças de Lima e Silva dominaram Recife e Olinda (principais centros de resistência), e dois meses depois foi a vez do Ceará.
As penas impostas aos revoltosos foram severas e D. Pedro não atendeu aos pedidos para que elas fossem mudadas. Frei Caneca foi condenado à forca, contudo, acabou sendo fuzilado, diante da recusa do carrasco em executar a sentença. Muitos companheiros de Caneca receberam a mesma condenação, outros tiveram mais sorte e conseguiram fugir.
Mesmo com o fim da Confederação do Equador, a insatisfação contra o absolutismo do Imperador continuava e crescia cada vez mais.
O jornal “A Aurora Fluminense” de Evaristo Veiga era o principal porta-voz da oposição e seu líder mais destacado era o deputado mineiro Bernardo Pereira de Vasconcelos.
Ambos defendiam a monarquia constitucional, criticavam a autocracia do Imperador e a distribuição de cargos públicos às pessoas de origem aristocrática (pregavam a conquista desses mesmos cargos por mérito próprio).
Confederação do Equador


O tom autoritário e elitista impresso desde o início do governo de Dom Pedro I, instalou um clima de insatisfação no interior de diversas províncias do Brasil. A dissolução abruta da assembléia de 1823, fez com que muitos líderes políticos locais se opusessem às exigências imperiais. Na região nordeste, essa questão era ainda mais delicada quando levamos em conta as constantes crises econômicas que assolaram as províncias nordestinas, principalmente devido à estagnação da economia açucareira.

Foi nesse contexto de miséria e disputa pelo poder que em Pernambuco estabeleceu-se um movimento contrário aos ditames de Dom Pedro I. Na época, a dissolução da Assembléia foi seguida pela deposição do então governador Manuel de Carvalho Paes de Andrade. Depois de perder o seu cargo, Paes de Andrade rapidamente mobilizou forças para organizar um movimento separatista na região nordeste. Seria criado um novo Estado com o nome de Confederação do Equador.

Em pouco tempo, a revolta nascida em Pernambuco ganhou apoio das províncias do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará. Instaurado entre as populações urbanas do nordeste, a Confederação defendia a criação de um governo republicano. Entre suas primeiras medidas, o movimento decretou o fim do tráfico negreiro e o recrutamento militar obrigatório das populações subordinadas ao novo governo. As lideranças populares da Confederação – representadas por Frei Caneca, Cipriano Barata e Emiliano Munducuru – ainda exigiam reformas mais radicais semelhantes as da Revolução Haitiana.

Entre outras propostas, as alas populares da Confederação do Equador sonhavam com a criação de um governo controlado pelas camadas populares e o fim da escravidão. Em contrapartida, as elites agrárias participantes do movimento discordavam com tais medidas e, logo em seguida, desertaram da ação antiimperial. A cisão interna do movimento seria o triunfo necessário para que as tropas de Dom Pedro I pudessem combater o levante nordestino.

Obtendo empréstimos com a Inglaterra, Dom Pedro I formou um exército comandado por Francisco Lima e Silva e contratou os serviços do mercenário britânico lorde Cochrane. Em setembro de 1824, um bloqueio naval pressionou os confederados. Em terra, as elites dissidentes formaram milícias que auxiliaram no fim da Confederação do Equador. Sem muitas opções, Paes de Andrade conseguiu refugiar-se na Inglaterra. No entanto, outros líderes separatistas não tiveram a mesma sorte e acabaram sendo mortos pelas autoridades imperiais.

Um tribunal dirigido pelo próprio Francisco Lima e Silva julgou e condenou dezesseis revoltosos. Entre os condenados estava Frei Caneca, que foi sentenciado à morte por enforcamento. No entanto, os responsáveis pela execução, sabendo da popularidade e da origem religiosa de Frei Caneca, negavam-se a cumprir a sentença. Com isso, sua pena foi mudada para a morte por fuzilamento.
Por Rainer Sousa
Mestre em História

Personagens

Thomas Cochrane

Dom Pedro I enviou para o Nordeste tropas contratadas no exterior, sob o comando de Thomas Cochrane. Em setembro, caíram três províncias, só restando o Ceará, que não suportou além de novembro. Alguns líderes confederados resistiram no Sertão.

Frei Caneca

Vários rebeldes foram condenados por um tribunal militar à forca. Um fato interessante que passou para a história (embora seja discutível) foi a recusa dos carrascos em executar o Frei Caneca, mentor intelectual da revolta e uma das figuras mais carismáticas do Recife à época, que se escondeu por alguns dias no município de Abreu e Lima a época "Vila de Maricota" antes de fugir para o Ceará. O religioso acabou sendo arcabuzado (um tipo de execução semelhante ao fuzilamento, porém realizada com arcabuzes ebacamartes), em 13 de janeiro de 1825, diante dos muros do Forte de São Tiago das Cinco Pontas localizado na cidade do Recife, ao contrário da sentença inicial que previa o enforcamento.

Padre Mororó

Condenado à forca em Fortaleza e, assim como Frei Caneca, não houve quem quisesse servir de algoz, pois os soldados recusaram-se a enforcá-lo, alegando que o enforcamento era somente para criminosos. Foi então morto a tiros de arcabuz no dia 30 de abril de 1825. A crônica de Viriato Correia (embora seja discutível) descreve com perfeição os últimos minutos de Padre Mororó: "Naquele dia havia em Fortaleza um grande rumor de multidão emocionada. Ia ser executado pelas tropas imperiais o Padre Mororó. Na praça em que vai haver a execução, a multidão é tanta que, a custo, as tropas conseguem abrir passagem. Mororó é colocado na coluna da morte. Um soldado traz a venda para lhe pôr nos olhos, ´Não´, responde ele, ´eu quero ver como isto é´. Vem outro soldado para colocar-lhe sobre o coração a pequena roda de papel vermelho que vai servir de alvo. Detém a mão do soldado: ´Não é necessário. Eu farei o alvo´ e, cruzando as duas mãos sobre o peito, grita arrogantemente para os praças: ´Camaradas, o alvo é este´. E num tom de riso, como se aquilo fosse brincadeira diz: ´e vejam lá! Tiro certeiro que não me deixe sofrer muito´".
Fontes:

http://www.infoescola.com/historia/confederacao-do-equador/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobrasil/confederacao-equador.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/a-confederacao-equador.htm
http://www.historiadobrasil.net/resumos/confederacao_do_equador.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Confederação_do_Equador